Fórum debate limites da democracia e sua relação com o liberalismo em Porto Alegre

Rodrigo Tellechea
Jornal do Comércio
11/04/2017

O 30º Fórum da Liberdade abriu, ontem, em Porto Alegre, com discursos do presidente do Instituto de Estudos Empresariais (IEE), Rodrigo Tellechea, e do governador em exercício do Estado, José Paulo Cairoli, sobre o papel e tamanho do Estado e o impacto para os cidadãos.

O evento debate nesta edição o futuro da democracia, seus limites e a sua relação com liberalismo. Antes da abertura oficial, o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), contagiou a plateia lotada com suas críticas aos governistas do PT e a exaltação da eficiência da gestão e de programas que está implementando na capital paulista, que incluem a privatização de estruturas em diversas áreas.

Tellechea defendeu a vigilância constante dos poderes públicos pelas instituições formais ou informais e menor transferência do poder individual para a esfera política. De acordo com o presidente do IEE, a legibilidade dos governantes não permite que eles intervenham no direito à vida, à propriedade privada e à liberdade (princípios básicos do fórum), uma vez que o desenvolvimento social se dá, em sua visão, pelo livre mercado. A batalha pela liberdade passa por redução da intervenção estatal, descentralização administrativa e maior autonomia dos indivíduos, disse o presidente do IEE.

Ainda sobre o desenvolvimento econômico e social, Tellechea ressaltou que o assistencialismo do Estado não resolve a desigualdade, mas restringe a liberdade dos sujeitos ao cobrar impostos sob pretexto de ajudar os mais pobres. Além disso, o fórum se preocupa em debater o fim do “capitalismo de laços” que perpetuam grandes empresários e políticos no poder. Esses problemas são vistos por grande parte da população, mas a solução, para muitos, parece estar em delegar ao governo mais responsabilidade e poder de decisão em discussões que são essencialmente individuais, mesmo reclamando de sua ineficiência.

Cairoli reforçou as mudanças que estão sendo realizadas pela gestão do governador José Ivo Sartori (PMDB). “Algumas delas foram amargas, tivemos de sair da zona de conforto, mas certamente entregaremos um Rio Grande melhor do que aquele que pegamos”, garantiu o vice-governador.

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